B
O break-even é o ponto em que as receitas de um negócio cobrem exatamente todos os seus custos, sem gerar lucro nem prejuízo. Abaixo do break-even, o negócio opera no vermelho. Acima dele, começa a lucrar.
Como calcular: Divida os custos fixos pela margem de contribuição por unidade.
Exemplo: Se seus custos fixos são R$ 5.000/mês e cada produto tem margem de contribuição de R$ 10, você precisa vender 500 unidades/mês para atingir o break-even.
C
A CLT é a legislação trabalhista brasileira que regulamenta as relações entre empregadores e empregados. Contratar "com carteira assinada" significa seguir as regras da CLT.
Para o empregador, implica em: FGTS, INSS patronal, 13º salário, férias remuneradas, horas extras, aviso prévio, entre outros direitos.
O CMV representa o custo direto dos produtos vendidos: matéria-prima, embalagens, ingredientes. Não inclui custos fixos como aluguel e salários.
Para alimentação: O CMV ideal deve estar entre 25% e 35% do preço de venda. Acima de 40% compromete a lucratividade.
São despesas que ocorrem mensalmente com valor previsível, independente do volume de vendas. Mesmo que você não venda nada no mês, esses custos existem.
Exemplos: Aluguel, conta de luz (parte fixa), internet, contador, seguros, salários fixos.
Custos que variam proporcionalmente ao volume de vendas. Quanto mais você vende, maior o custo variável. Se não vende nada, o custo variável é zero.
Exemplos: Ingredientes de cada produto, embalagens por unidade vendida, comissão de vendas.
D
O DRE é o relatório que mostra se o negócio teve lucro ou prejuízo em um determinado período. Ele parte do faturamento bruto e vai subtraindo todos os custos até chegar ao resultado líquido.
Estrutura simplificada: Faturamento → (-) CMV → Margem Bruta → (-) Custos Fixos → EBITDA → (-) Impostos → Lucro Líquido
E
Sigla em inglês para Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization — Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
É uma métrica que mede a geração de caixa operacional de uma empresa, sem levar em conta estrutura de capital ou tributação. Muito usado para comparar negócios do mesmo setor.
São as contribuições e provisões que o empregador deve pagar além do salário bruto do funcionário CLT. No Brasil, os principais são: INSS patronal, FGTS, RAT, contribuições a terceiros (SENAI, SESC), provisão de 13º salário e de férias.
Total médio: ≈ 57% sobre o salário bruto, ou seja, um funcionário de R$ 2.500 custa R$ 3.925 para a empresa.
F
É o total de receitas geradas pelas vendas, antes de qualquer desconto ou dedução. O faturamento bruto não é o lucro — é apenas a receita total.
Atenção: Muitos empreendedores confundem faturamento com lucro. Do faturamento bruto ainda precisam ser subtraídos todos os custos.
O FGTS é um direito do trabalhador CLT. O empregador deposita mensalmente 8% do salário bruto em uma conta vinculada ao trabalhador. O saldo pode ser sacado em casos específicos como demissão sem justa causa, aposentadoria ou compra de imóvel.
Termo inglês amplamente usado no setor de alimentação que representa o percentual do custo dos ingredientes em relação ao preço de venda de um produto.
Fórmula: Food Cost = (Custo de Produção / Preço de Venda) × 100
Referências de mercado:
- Até 25%: Excelente margem
- 25% a 33%: Boa margem (ideal)
- 33% a 40%: Margem apertada
- Acima de 40%: Alerta — requer revisão
I
O INSS é a contribuição à Previdência Social. Tanto o empregado quanto o empregador contribuem. O empregado tem descontado entre 7,5% e 14% do salário. O empregador paga 20% sobre a folha de pagamento (INSS Patronal).
A contribuição garante ao trabalhador direitos como aposentadoria, auxílio-doença e licença-maternidade.
É todo o capital necessário para abrir o negócio antes de começar a operar: reforma do espaço, compra de equipamentos, estoque inicial, capital de giro, taxas e licenças.
Dica: Sempre adicione uma margem de 20-30% sobre o valor estimado para imprevistos na fase de abertura.
L
É o que sobra do faturamento após deduzir todos os custos: custos fixos, custos variáveis, impostos sobre faturamento, encargos trabalhistas e reservas. É o resultado real do negócio.
Atenção: O pró-labore do sócio geralmente é pago como custo antes do lucro. O lucro líquido é o que o negócio gera além do que já foi destinado a pagar todos, incluindo o dono.
M
É a diferença entre o preço de venda e os custos variáveis diretos de um produto. Representa o quanto cada venda contribui para pagar os custos fixos e gerar lucro.
Fórmula: MC = Preço de Venda − Custo Variável
Exemplo: Produto vendido por R$ 25, custa R$ 8 para produzir. MC = R$ 17. Cada venda "gera" R$ 17 para cobrir custos fixos.
O markup é o fator multiplicador aplicado sobre o custo de produção para determinar o preço de venda. Inclui os custos fixos rateados, impostos e a margem de lucro desejada.
Fórmula simplificada: Preço = Custo × Markup
Exemplo: Custo de R$ 8 com markup de 3,3x = preço de venda de R$ 26,40
P
É a remuneração mensal que o sócio recebe pelo seu trabalho na empresa. É diferente da distribuição de lucros — o pró-labore é um custo operacional, pago independente de lucro ou prejuízo.
Sobre o pró-labore incide: INSS (do sócio, como autônomo: 11% a 20%) e Imposto de Renda na fonte.
No simulador, o "salário desejado" é tratado como pró-labore nas projeções.
R
Assim como pessoas físicas devem ter reserva de emergência, empresas também precisam. É um fundo para cobrir imprevistos: equipamento quebrado, queda de vendas, multas, etc.
Recomendação: Reserve entre 3 a 6 meses de custos fixos operacionais. Mensalmente, destine pelo menos 5% do faturamento para esse fundo.
Mede o retorno financeiro gerado em relação ao capital investido. Indica em quanto tempo o investimento inicial será recuperado.
Fórmula: ROI = (Lucro Líquido / Investimento) × 100
Prazo de Payback: Investimento / Lucro mensal = meses para recuperar o investimento.
T
É o valor médio de cada venda ou pedido. Calculado dividindo o faturamento total pelo número de vendas.
Fórmula: Ticket Médio = Faturamento Total / Nº de Vendas
Aumentar o ticket médio (venda de adicionais, combos, upgrades) é uma das formas mais eficientes de aumentar o faturamento sem precisar trazer mais clientes.
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